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Pró-Música: uma ideia que deu certo

  Se fosse possível definir o Centro Cultural para a música em um verbo , esse verbo seria realizar. Criado em dezembro de 1971 para promover um concerto mensal de música erudita a instituição sem vínculo com o poder público ou fins lucrativos promoveu em 40 anos ininterruptos mais de 3800 eventos gratuitos para milhões de espectadores. ( do livro Centro Cultural Pró-Música, 40 anos, publicado em 2014 pela UFJF e escrito pelas jornalistas Gilze Bara e Lilian Pacce, e organizado pelo vice-presidente do Pró-Música, Júlio César de Souza Santos.)   Para saber mais detalhes do livro, é só clicar Juiz de Fora,  cidade vanguardista de grande prestígio nas artes especialmente na literatura,   de grande vocação cultural, tornou-se   referência também em música erudita. O Centro Cultural por sua vez ajudou a gestar e apoiou o crescimento de diversas manifestações artísticas abrindo as portas de seu teatro, sua galeria sua escola, projetos culturais de outros grupos ...

A pianista

 

Segundo o blog "O Universo dos leitores" : "A memória não tem nada a ver com o passado e não promove surpresas. O papel da memória é fazer um exercício diário de invenção. Com isso, não digo que a memória mente, apenas que ela entende de tempo e de tempos e se atualiza todos os dias no presente com aquilo que somos. E foi assim que me aproximei da autobiografia de Rita Lee. Com o livro na mão, a pergunta que pairava em minha cabeça era: como a nossa rainha do rock inventaria a história do nosso país, a sua própria e de toda a música brasileira a partir do lugar em que está hoje? E a resposta – o livro – não poderia ter sido melhor. "

"Rita Lee, uma Autobiografia, é o relato da vida da cantora de rock nacional Rita Lee desde seu nascimento, passando pelo seu encantamento com a música, a criação das primeiras bandas e canções, chegando até sua entrada para o grupo Os Mutantes, do qual foi integrante e participou de momentos marcantes da nossa música como os célebres festivais da canção. Após estes primeiros momentos, Rita relata como conheceu seu atual marido, Roberto de Carvalho e seus futuros trabalhos. Tudo isso em meio a centenas de histórias de bastidores, envolvimento com drogas e bebidas, uma confusa prisão e, claro, toda sua produção musical ao longo das décadas." Luiz Ribeiro.

Disponível em: https://www.universodosleitores.com/2017/04/rita-lee-uma-autobiografia.html

A Pianista

Um dia meu pai chegou em casa animado:  ganhou uma paciente famosa,  a maior pianista do momento,  Magdalena Tagliaferro. Fechou-se  um acordo entre eles:  o tratamento dentário em troca de aulas de piano para a filha caçula. Crente que a mestra  é dar valor às minhas composições pianísticas a  três dedos como “O esqueleto da  borboleta”  ou “A  barata da lua” entre outras obras-primas,  fui recebida na primeira aula com impaciência diante  da minha falta de talento com escalas básicas. O tempo passou e dei uma boa guinada.  A mestra até elogiou meu esforço ao meu pai.  Mais adiante,  eu já despontava como uma boa aluna e fui escolhido para participar da próxima audição dos alunos da escola de piano Tagliaferro. Minha mãe fez um vestido cor- de- rosa com babados e passamanaria de renda branca um tanto desconfortável,  mas charmosinho.  No grande dia,  estava lá na coxia assistindo aos alunos ganhando aplausos e aguardando a hora do meu Oscar de melhor infanto -pianista da noite,  quando percebi minhas mãos suando e a boca seca tipo “ o sucesso  me  subiu à cabeça antes mesmo que aconteça” pensei eu,  já começando a hiperventilar. Lembro de ter entrado no palco quando anunciaram meu nome e  caminhando meio tensa até o banquinho.  Eu devia ter uns seis ou sete  anos. Assim  que sentei,  deu branco,  deu branco,  me ocorreu: O que eu  estava fazendo ali mesmo?  O que  aquelas  pessoas esperavam que eu fizesse?” Pois bem, eu fiz... Eu fiz  xixi e banquinho e  só me dei conta quando  ouvi um “óóóíhh” da plateia. Retirada de cena petrificada,  ainda  ouvi a mestra dizer para minha mãe: “ Sinto muito,  sua filha tem o  que chamamos stage fright, medo do palco. Ela é boa, mas não aconselho  seguir na música.  

Oh, it’s me Shame and Scandal in the family

 

Comentários

  1. Magdalena Tagliaferro, a professora , errou feio em seu conselho.
    Quem diria que aquela pequena aluna iria seguir na música e ser a maior estrela do rock nacional.








    e



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    Respostas
    1. Realmente
      Rejane as pessoas podem não ter talento para uma coisa, mas têm para outra.

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  2. São desapontos que nos levam ao ponto cego do que no fundo é a nossa realização. Quem passou por isso sabe.

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