Postagens em destaque
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
O primeiro clarim
“Hoje eu não quero sofrer
Hoje eu não quero chorar
Deixei a tristeza lá fora
Mandei a saudade esperar, lá, rá, rá, rá
Hoje eu não quero sofrer
Quem quiser que sofra em meu lugar
Quero me afogar em serpentinas
Quando ouvir
O primeiro clarim tocar
Quero ver milhões de Colombinas
A cantar, trá, lá, lá, lá, lá, lá
Quero me perder de mão em mão
Quero ser ninguém na multidão
Lá, rá, rá, rá
A música "O Primeiro Clarim" foi composta por Klecius Caldas e Rutinaldo. A cantora Dircinha Batista garavou essa marcha-rancho em 1969 para o Carnaval de 1970.
Os carnavais antigos nos davam a oportunidade de nos afogarmos em serpentinas e confetes e de ter a companhia de milhões de colombinas e pierrôs.
Sempre vivemos durante a vida toda em meio a essa enorme constelação de relacionamentos e afetos: mãe, pai, irmãos irmãs, tios e tias, primos e primas, a prima do cunhado, amigos do avô. Conhecido dos pais, amigos dos amigos. À medida que vamos atravessando a vida, constatamos que essa constelação vai se apagando, pouco a pouco, e vamos ficando sozinhos. Quando chegava mais um Carnaval, ele nos trazia a oportunidade de que além dos confetes e serpentinas — chegava a época dos encontros . Carnaval é encontro. Essa alegria volátil, que se espalhava no ar, trazia consigo muita gente que tomou o “chá de sumiço” como dizia minha avó. Era hora de encontrar essas pessoas sumidas, conhecer pessoas, gente nova, novas amizades, novas paqueras. Diminuir a distância entre nós e as amizades que se esgarçaram com o tempo,—ou devido à falta de zelo ou à distância. A juventude nos trazia uma maravilhosa disponibilidade para novos contatos e nos fazia extremamente cuidadosos na manutenção deles.
“Quero ver milhões de Colombinas
A cantar, trá, lá, lá, lá, lá, lá
Quero me perder de mão em mão
Quero ser ninguém na multidão"
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Comentários

Por incrível que pareça as músicas de Carnaval antigas tem mais sentido que as novas e o Carnaval também mudou muito seu aspecto que era só alegria, brincadeiras saudáveis, encontros e prazer em viver.
ResponderExcluirObrigado pelo comentário. O mais importante de tudo é a interação entre as pessoas que têm uma história de vida em comum. Não podemos subestimar essas ferramentas valiosas de comunicação.
ExcluirParabéns Fernando. Ótimas lembranças.
ResponderExcluirObrigado pelo comentário. Qualquer comentário faz a diferença para nós. Se temos essas lembranças em comum, temos que estar mais perto.
ExcluirA marcha-rancho, com um andamento mais lento do que as marchinhas, e uma letra mais elaborada, era muito comum nos Carnavais antigos.
ResponderExcluirFernando nos traz ao presente muitas gratas lembranças de um tempo que visualizamos com saudades.
ResponderExcluirManoel Franco
Hoje eu não participo mais! Mas tenho ótimas lembranças desse tempo. Sou apaixonado pelo espírito da folia, dos blocos, da essência do Carnaval.
Excluir