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Pró-Música: uma ideia que deu certo

  Se fosse possível definir o Centro Cultural para a música em um verbo , esse verbo seria realizar. Criado em dezembro de 1971 para promover um concerto mensal de música erudita a instituição sem vínculo com o poder público ou fins lucrativos promoveu em 40 anos ininterruptos mais de 3800 eventos gratuitos para milhões de espectadores. ( do livro Centro Cultural Pró-Música, 40 anos, publicado em 2014 pela UFJF e escrito pelas jornalistas Gilze Bara e Lilian Pacce, e organizado pelo vice-presidente do Pró-Música, Júlio César de Souza Santos.)   Para saber mais detalhes do livro, é só clicar Juiz de Fora,  cidade vanguardista de grande prestígio nas artes especialmente na literatura,   de grande vocação cultural, tornou-se   referência também em música erudita. O Centro Cultural por sua vez ajudou a gestar e apoiou o crescimento de diversas manifestações artísticas abrindo as portas de seu teatro, sua galeria sua escola, projetos culturais de outros grupos ...

O primeiro clarim

 


“Hoje eu não quero sofrer

 Hoje eu não quero chorar

Deixei a tristeza lá fora

Mandei a saudade esperar, lá, rá, rá, rá

Hoje eu não quero sofrer

Quem quiser que sofra em meu lugar

Quero me afogar em serpentinas

Quando ouvir

O primeiro clarim tocar

Quero ver milhões de Colombinas

A cantar, trá, lá, lá, lá, lá, lá

Quero me perder de mão em mão

Quero ser ninguém na multidão

Lá, rá, rá, rá

A música "O Primeiro Clarim" foi composta por Klecius Caldas e Rutinaldo. A cantora Dircinha Batista garavou essa marcha-rancho em 1969 para o Carnaval de 1970.

 

Os carnavais antigos  nos davam a oportunidade de nos afogarmos em serpentinas e confetes e de ter a companhia de milhões de colombinas e pierrôs.

 Sempre vivemos durante a vida toda em meio a essa enorme constelação de relacionamentos e afetos: mãe, pai,  irmãos irmãs, tios e tias,  primos e primas, a prima do cunhado, amigos do avô. Conhecido dos pais,  amigos dos amigos. À medida que vamos atravessando a vida, constatamos que essa constelação vai se apagando, pouco a pouco,  e vamos ficando sozinhos. Quando chegava mais um Carnaval, ele nos trazia a oportunidade de que além dos confetes e serpentinas — chegava a época dos encontros . Carnaval é encontro. Essa alegria volátil, que se espalhava no ar,  trazia consigo muita gente que  tomou  o “chá de sumiço” como dizia minha avó. Era hora de encontrar essas pessoas sumidas,  conhecer pessoas,  gente nova,  novas amizades,  novas paqueras. Diminuir a distância entre nós e as  amizades que se esgarçaram com o tempo,—ou   devido à falta de zelo ou  à distância. A  juventude nos trazia uma maravilhosa disponibilidade para novos contatos e  nos fazia extremamente cuidadosos  na manutenção deles.

“Quero ver milhões de Colombinas

A cantar, trá, lá, lá, lá, lá, lá

Quero me perder de mão em mão

Quero ser ninguém na multidão" 



Comentários

  1. Por incrível que pareça as músicas de Carnaval antigas tem mais sentido que as novas e o Carnaval também mudou muito seu aspecto que era só alegria, brincadeiras saudáveis, encontros e prazer em viver.

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    1. Obrigado pelo comentário. O mais importante de tudo é a interação entre as pessoas que têm uma história de vida em comum. Não podemos subestimar essas ferramentas valiosas de comunicação.

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  2. Parabéns Fernando. Ótimas lembranças.

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    1. Obrigado pelo comentário. Qualquer comentário faz a diferença para nós. Se temos essas lembranças em comum, temos que estar mais perto.

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  3. A marcha-rancho, com um andamento mais lento do que as marchinhas, e uma letra mais elaborada, era muito comum nos Carnavais antigos.

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  4. Fernando nos traz ao presente muitas gratas lembranças de um tempo que visualizamos com saudades.
    Manoel Franco

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    1. Hoje eu não participo mais! Mas tenho ótimas lembranças desse tempo. Sou apaixonado pelo espírito da folia, dos blocos, da essência do Carnaval.

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