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Pró-Música: uma ideia que deu certo

  Se fosse possível definir o Centro Cultural para a música em um verbo , esse verbo seria realizar. Criado em dezembro de 1971 para promover um concerto mensal de música erudita a instituição sem vínculo com o poder público ou fins lucrativos promoveu em 40 anos ininterruptos mais de 3800 eventos gratuitos para milhões de espectadores. ( do livro Centro Cultural Pró-Música, 40 anos, publicado em 2014 pela UFJF e escrito pelas jornalistas Gilze Bara e Lilian Pacce, e organizado pelo vice-presidente do Pró-Música, Júlio César de Souza Santos.)   Para saber mais detalhes do livro, é só clicar Juiz de Fora,  cidade vanguardista de grande prestígio nas artes especialmente na literatura,   de grande vocação cultural, tornou-se   referência também em música erudita. O Centro Cultural por sua vez ajudou a gestar e apoiou o crescimento de diversas manifestações artísticas abrindo as portas de seu teatro, sua galeria sua escola, projetos culturais de outros grupos ...

A escolha de uma vida: Geraldinho sapateiro

 

                                                                                            Texto de Dalvinha

 


 Olhar meticuloso, o manuseio e a percepção do trabalho a ser realizado. Assim é e assim se faz a arte do restauro da peça em questão. E por que não, a transformação do velho para o novo, do branco para o preto ou marrom, o ajuste no tamanho e também onde um sapato social pode ser transformado em um sapato de festa.  É questão de lustre. Ao manusear, o artesão vê a melhor forma de apresentação do mesmo.Assim Geraldo se fez ao seguir os conselhos de sua mãe no aprendizado do ofício de sapateiro.

Geraldo Lilli, nascido em 1947 na Serrinha, Córrego de Areia, filho de Olga Alves Lilli e Luís Lilli,  iniciou este aprendizado com o Sr. Belinho aos 11 anos de idade. Segundo ele, o mais difícil era sair da escola e fazer serão. Eram muitos os sapatos a serem recuperados e a costura era, na maioria, à mão. 

Tomou gosto e iniciou sua oficina ao lado do Ginásio, perto do Sr. Bijuca. Posteriormente, transferiu para a parte baixa da casa do Sr. Chico Surdo, no seguimento para o Rosário, onde trabalhou por 42 anos. 

Geraldinho trabalhou muito tempo na parte baixa da casa do Sr. Chico Surdo por algum tempo

 

De lá, veio para sua residência na Praça Francisco de Assis, 266, perto do Horto Florestal,  onde atende até hoje no conserto de sandálias sapatos, bolsas, mochilas, cintos, correões etc. Geraldo lembra que neste ofício tivemos Chiquinho, Alencar, Sebastião e Pedro Passos, filhos do Tio Nem.


 


Para ele, o importante na vida é que cada um deve aprender algo e seguir em frente

 

 

 




Comentários

  1. Hoje vivemos a era do descartável. Estragou, joga fora. Eu gosto da cultura do conserto, da reforma.

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  2. Eu também considero a restauração, customização um ato de resignificação da peça. Valorização e reciclagem podem mudar completamente o espírito consumista para questões de respeito a natureza.

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  3. Primo vc está de parabéns, foi de muito bom gosto.

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  4. Muito bom ver esse tema sobre reaproveitamento e restauração! Além de dar uma nova vida aos objetos, essa prática traz um significado especial e contribui para um consumo mais responsável.
    Parabéns pelo texto!

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  5. Geraldinho, o último dos sapateiros, tem muita história pra contar. Lembro- me que só na rua das Flores tinha em atividade pelo menos 3 sapateiros; hoje, só temos Geraldinho resistindo na arte dos pés. Manoel

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