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Pró-Música: uma ideia que deu certo

  Se fosse possível definir o Centro Cultural para a música em um verbo , esse verbo seria realizar. Criado em dezembro de 1971 para promover um concerto mensal de música erudita a instituição sem vínculo com o poder público ou fins lucrativos promoveu em 40 anos ininterruptos mais de 3800 eventos gratuitos para milhões de espectadores. ( do livro Centro Cultural Pró-Música, 40 anos, publicado em 2014 pela UFJF e escrito pelas jornalistas Gilze Bara e Lilian Pacce, e organizado pelo vice-presidente do Pró-Música, Júlio César de Souza Santos.)   Para saber mais detalhes do livro, é só clicar Juiz de Fora,  cidade vanguardista de grande prestígio nas artes especialmente na literatura,   de grande vocação cultural, tornou-se   referência também em música erudita. O Centro Cultural por sua vez ajudou a gestar e apoiou o crescimento de diversas manifestações artísticas abrindo as portas de seu teatro, sua galeria sua escola, projetos culturais de outros grupos ...

A arte japonesa do Kintsugi

 

 Matéria rediagramada a partir do site https://www.ecycle.com.br/

 A técnica milenar japonesa do Kintsugi vai além do reparo em objetos em cerâmica, e nos fala  de como aceitar nossas imperfeições e cicatrizes,  e a partir delas se reconstruir...

Segundo o site ECycle o "Kintsugi é a arte japonesa de juntar as peças de cerâmica partidas  com ouro. A premissa é incentivar a ideia de que as pessoas devem aceitar suas imperfeições e defeitos, para poder criar uma versão mais forte e bonita da arte. Cada parte reparada com outro é tratada como algo único, e as “cicatrizes” que ficam na cerâmica são dadas como áreas importantes do design".

 

O processo de kintsugi se assemelha à filosofia japonesa do mushin, que se traduz para “sem mente”. Ela engloba conceitos de desapego, aceitação de mudanças e destino como aspectos da vida humana. As rachaduras do kintsugi simbolizam a filosofia de que cada cicatriz possui seu próprio mérito.

A história do Kintsugi

A história da criação do kintsugi surgiu por volta do século 15. A lenda explica que um comandante do exército japonês, Ashikaga Yoshimasa, tinha um pote de cerâmica chinês, ao qual era muito apegado. Um dia, depois de muito uso, o pote se quebrou e ele o mandou de volta para China, com intuito de o consertar.

 Quando o pote chinês voltou para as mãos do comandante, ele ficou incomodado com o conserto. Seu pote favorito havia sido arrumado apenas com grampos metálicos nada atraentes. Esses grampos eram o principal método utilizado para o conserto de utensílios, no entanto, eles não eram tão eficazes já que não seguravam líquidos no interior do objeto.

O comandante enviou o pote para seus artesãos e pediu para que eles encontrassem uma forma mais adequada de arrumá-lo. Foi aí que surgiu a técnica do kintsugi. Devido a sua beleza única, o método se tornou popular. As pessoas passaram a quebrar propositalmente seus utensílios para conseguir aplicar o kintsugi.

A primeira resposta que as pessoas têm ao quebrar algo é jogar o objeto fora. No entanto, existem formas de reciclar e reutilizar aquele objeto, sem gerar lixo desnecessário para o planeta. A técnica de kintsugi é uma prova disso.

 

https://blog.unimarconi.it/2024/03/la-saggezza-dietro-alla-filosofia-del-kintsugi/

Por trás da técnica do kintsugi existe uma metáfora importante para a existência humana. Na cultura japonesa, o kintsugi vai muito além de utensílios de cerâmica, ele é sobre se reconstruir em tempos difíceis. A filosofia do kintsugi prega que, para uma pessoa se reerguer de uma situação ruim, ela precisa trabalhar e ter atenção ao juntar seus pedaços.

 Segundo o pensamento do kintsugi, as pessoas devem dar valor aos momentos que os quebraram. Isso porque essas situações constroem novas versões de si mesmo, deixando marcas que podem ser lindas, se forem tratadas com cuidado e carinho.

 

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