Pular para o conteúdo principal

Postagens em destaque

Pró-Música: uma ideia que deu certo

  Se fosse possível definir o Centro Cultural para a música em um verbo , esse verbo seria realizar. Criado em dezembro de 1971 para promover um concerto mensal de música erudita a instituição sem vínculo com o poder público ou fins lucrativos promoveu em 40 anos ininterruptos mais de 3800 eventos gratuitos para milhões de espectadores. ( do livro Centro Cultural Pró-Música, 40 anos, publicado em 2014 pela UFJF e escrito pelas jornalistas Gilze Bara e Lilian Pacce, e organizado pelo vice-presidente do Pró-Música, Júlio César de Souza Santos.)   Para saber mais detalhes do livro, é só clicar Juiz de Fora,  cidade vanguardista de grande prestígio nas artes especialmente na literatura,   de grande vocação cultural, tornou-se   referência também em música erudita. O Centro Cultural por sua vez ajudou a gestar e apoiou o crescimento de diversas manifestações artísticas abrindo as portas de seu teatro, sua galeria sua escola, projetos culturais de outros grupos ...

Paixão e Poesia nos versos de Maria

 

 

Passeio Matutino

É agosto

Mês de muito gosto

Saí a passeio e

Na Rua Sergipe

Tem árvores sem folhas

Porém floridas

São ipês amarelos

Que me sorriem

Serena eu pensava esse sentimento

Agosto antecede setembro

Que traz a primavera

Estamos  na seca

Nada de chuva

E os ipês, amarelos e lindos

Enfeitam a rua e as almas

                                              Agosto de 2007

Senhora das Graças

Ave Maria

Tão cheia de graças

Rogai por mim

Que estou triste

                     solitária

                                infeliz 

Rogai por nós

Senhora dos aflitos

                          dos desajustados

                                               

                                 dos desvalidos

Nos faça feliz com saúde

com trabalho

com sorrisos

Porque o amor é a luz da vida


Ave Maria

Tão cheia de graça

Seu povo está tão sofrido

Precisando de muito amor

                                                          



Dezembro de 2006 

 

 Recordações da  Infância

 Meu pai sempre magro

 Me contava histórias

 Me ensinou escrever

 Dificilmente sorria

 Era triste, amargo, doente.

Ffez sua passagem nos deixando

 Sozinhos  e com medo

 Eu e Zelu  éramos crianças!

 Minha mãe falava pouco, sorria

 Magra triste, amarga

 Cuidava da casa

 Costuravam para fora

 Fazia doces gostosos

 Visitava as igrejas

 Fazer promessas que não cumpria

 Porque os santos nunca lhe ouviam.

 Meu irmão,  muito louro

 Criança bonita e tímida

 Olhos verdinhos,  cabelos cacheados

 Brincava de padre,  celebrando missa.

 Passeava de mãos dadas

 Com Pretinha, filha da vizinha

 Que gracinha!

 Meu tio moreno

 Olhos azuis,  dentes separadinhos

 Morava com a gente

 Foi tio com função de pai

 E quando passou,  de novo a velho

 Também passou de tio a  avô

 Minha tia Duchinha

 Me abraçava apertando

 Me beijava molhando

  Me sorria falando

Eu que gostava de ler histórias

 Nos livros das escolas

  Me transportava para outros mundos

Iidealizando cenas, personagens

 Eu nem sabia que minha história

 Era mais bonita que a da Branca de Neve

 e viraria versos, pela poeta que sou

 

"Um dia eu peguei folhas em branco e idealizei campos ambientes, criei personagens e histórias. Pus num livro. Virei escritora. Noutro dia pensei sentimentos, criei versos e me fiz poetisa. Sempre que falo do cotidiano, crio crônicas e publico em jornais. Pesquisando raízes, poso de historiadora. Mas de lecionar, sempre foi o meu viver." 
  
                                                                       Maria das Graças Ferreira

Comentários