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O Castelinho dos Bracher
Segundo o site COMCIME (Comunicação, cidade & memória)...”muito além da belíssima Arquitetura da construção, o Castelinho dos Bracher conta as histórias de duas famílias, da imigração italiana na cidade, da luta pela divulgação e democracia da arte e da cultura. Rafael Arcuri, idealizador do Castelinho, construiu muito mais que uma casa que pretendia viver, ele contribuiu para a industrialização, a urbanização e o comércio da cidade.
A pesquisadora e arquiteta, Ana Carolina Gamarano, estudou minuciosamente a herança arquitetônica e artística desse patrimônio cultural e afirma a importância do espaço para o desenvolvimento de Juiz de Fora “O Castelinho foi construído numa região, que é o bairro Poço Rico, que se ergueu através da Construtora Pantaleone Arcuri, que existe por causa dela, então faz parte da história da cidade, foi uma das primeiras casas da região. Além disso, tem a questão do entorno que tem outras vilas operárias e está muito ligado ao período da industrialização da cidade. Os ladrilhos hidráulicos, por exemplo, que estão dentro da casa, ganharam vários prêmios no mundo, eram um destaque do país no exterior. É a materialização dessa história do período industrial, da imigração e urbanização da cidade. A arquitetura diz muito sobre a questão histórica”.
Disponível em : https://pesquisafacomufjf.wordpress.com/2018/10/09/castelinho-dos-bracher-um-berco-da-arte-juiz-forana/
https://globoplay.globo.com/v/6356635/
Para maiores detalhes da matéria é só clicar no link abaixo:
O Castelinho dos
Bracher foi construído em 1915 pela Cia Pantaleone Arcuri e em 1952, a casa
passou a abrigar a família Bracher. O edifício, erguido em dois pavimentos,
apresenta características ecléticas e teve suas fachadas e volumetria tombadas
em 1999, a pedido pela própria família Bracher. O projeto consiste na restauração e na
proposta de um novo uso para o Castelinho dos Bracher, criando um museu da
história da família Bracher. ( Midiateca FAU/UFRJ)
Segundo o site Ipatrimônio, "A casa foi construída entre 1913 e 1914, para abrigar a família do Raphael Arcuri, sócio da Companhia Pantaleone Arcuri, na época uma das mais expressivas construtoras de Minas e do Brasil. Raphael, que assinou o projeto arquitetônico, mudou-se da casa e a repassou para seu irmão. Depois, o imóvel foi vendido para terceiros, até, finalmente, ser adquirida por Waldemar Bracher, no início dos anos 1950. “Mudamos para cá em 10 de abril de 1952”, contou Paulo Bracher: “É uma casa de um período em que a arquitetura prezava dois conceitos básicos: durar para sempre e agradar aos olhos. Muito diferente de hoje.”
Disponível em: https://www.ipatrimonio.org/juiz-de-fora-castelinho-dos-bracher/#!/map=38329&loc=-21.76375855750949,-43.34196212098788,17
"A casa recebia intelectuais e artistas que se reuniam para
discutir política, música, arte e cultura de forma geral. Foi no Castelinho, em
uma dessas reuniões, que surgiu a ideia do movimento “Mascarenhas Meu Amor”,
liderado pela classe artística de Juiz de Fora, com o intuito de mobilizar a
cidade e a região em prol da restauração e cessão de espaços voltados à cultura
na antiga Companhia Têxtil Bernardo Mascarenhas. " (Ipatrimônio- Juiz de Fora)
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| Da antiga rodoviária na Av. Getúlio Vargas, se avistava o castelinho dos Bracher. Uma construção singular que sempre chamou a atenção dos que ali se encontravam. |
Segundo o site COMCIME (Comunicação, cidade & memória)
"Outra importante contribuição da família Bracher para Juiz de Fora foi a construção da Galeria de Arte Celina, por Décio, Nívea e Carlos Bracher com apoio dos pais Waldemar e Hermengarda em homenagem a Celina Bracher após seu falecimento precoce, e se transformou em espaço de encontro entre artistas e um espaço que supria a carência de ambientes de discussão de arte e cultura para a sociedade juiz-forana na época. “Dizem que foi uma das primeiras escolas de arte particular no Brasil, porque a Galeria Celina também oferecia cursos, e dizem que o curso de cinema que era dado aqui era muito bom, isso na década de 60”. A Galeria tinha como objetivo ser uma espécie de abrigo para os artistas na cidade “Fizeram exposições, fizeram peças de teatro lá dentro, era um espaço realmente impressionante”, relata Lucas. A Galeria acabou se tornando uma “extensão” do Castelinho dos Bracher, ambos funcionavam totalmente em prol dos artistas.
O Castelinho além de ser um refúgio para os artistas também era considerada uma casa aberta, na qual a produção artística era constante e não havia certo controle sobre quem entrava ou saía da casa, “As pessoas podiam entrar aqui a hora que quisessem, era uma coisa que aos olhos de hoje é algo totalmente absurdo, como uma pessoa abre a casa e entra quem quer, sem ser convidado? É uma coisa impressionante”.
A única preocupação que a situação carregava era a de estragar as obras ali contidas, Nívea deixava um bilhetinho para aqueles que iam mal intencionados: “podem roubar só não esbarrem nos quadros com tinta fresca”. Durante a década de 50 a família Bracher era mal vista na redondeza por ser uma casa de artistas, “O tio Décio conta uma história de um dos vizinhos que fez aniversário e o meu avô levou os meus tios e meu pai para a festa e diz que eles ficaram só na porta, os aniversariantes receberam eles lá mesmo e da porta voltaram para trás porque eles não eram aceitos”.
Disponível em: https://pesquisafacomufjf.wordpress.com/2018/10/09/castelinho-dos-bracher-um-berco-da-arte-juiz-forana/
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