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A escrava Isaura
A Escrava Isaura é uma telenovela brasileira produzida pela TV Globo e exibida originalmente de no ano de 1976 em 100 capítulos. Substituiu O Feijão e o Sonho e foi substituída por À Sombra dos Laranjais, sendo a 10.ª "novela das seis" produzida pela emissora.
A trama é uma adaptação do romance A Escrava Isaura, escrito por Bernardo Guimarães. A adaptação é de Gilberto Braga e a direção é de Herval Rossano.
A história teve como cenário o distrito de Conservatória, na cidade de Valença, estado do Rio de Janeiro e fazendas da região.
Lucélia Santos, Rubens de Falco, Edwin Luisi, Roberto Pirillo, Norma Blum, Átila Iório, Beatriz Lyra, Léa Garcia, Isaac Bardavid, Haroldo de Oliveira e Maria das Graças se destacaram nos papéis principais.
Durante os anos de vigor do Ato Institucional nº 5 do governo militar, muitas telenovelas brasileiras tiveram cenas, capítulos ou mesmo exibições vetadas pelo serviço de censura. Selva de Pedra, O Bem Amado, Roque Santeiro e outras sofreram cortes em seus capítulos.
A telenovela também sofreu censura do governo militar. Os censores classificavam a novela como perigosa e que ela retratava um período visto como mancha negra na história do Brasil.
“ Quando comecei a escrever Escrava Isaura, fui chamado a Brasília para conversar, porque eles achavam a novela perigosa. Então, na reunião com censores, ficou mais ou menos estabelecido que eu não poderia falar de escravo. Uma censora me disse que a escravatura tinha sido uma ‘mancha negra’ na história do Brasil, e que não deveria ser lembrada – aliás, segundo ela, o ideal seria arrancar essa página dos livros didáticos; imagine então falar disso na novela das seis. Um censor falou que a novela podia despertar sentimentos racistas na netinha dele, porque ela via os brancos batendo nos escravos na televisão e podia querer bater nas coleguinhas pretas dela. Aí eu disse ao censor que ele devia ver um psicólogo para a menina porque, se ela se identificava assim com os bandidos…
Lucélia Santos contracena com Zeni Peireira. Clique no link abaixo para relembrar algumas cenas que alegravam as tardes brasileiras nos anos 70
https://drive.google.com/file/d/1xoVF3Pli5qRduOQB0tZ83gJTE1NrRHhj/view?usp=sharing
O tema da novela, de autoria de Dorival Caymmi e Jorge Amado, é a canção Retirantes que foi composta para a peça Terras do Sem Fim, adaptação da obra de Jorge Amado. Mas, foi com a novela que a canção se imortalizou e ficou marcada como uma música que remete à escravidão.
O Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo foi instituído em 2009 como homenagem a três auditores fiscais e um motorista do Ministério do Trabalho, mortos, em 2004, durante uma fiscalização na região de Unaí, em Minas Gerais. A data serve para alertar sobre o trabalho escravo contemporâneo, crime que atinge normalmente pessoas de baixa renda, em sua maioria, com pouca instrução.
Zeni ou Zenith Pereira de Castro foi uma grande atriz brasileira. Destacou-se como Tia Nastácia na versão carioca do primeiro Sítio do Pica-Pau Amarelo, Januária em Escrava Isaura, Maria José em Vale Tudo e Donana em Carinhoso, se tornando uma das primeiras e mais relevantes referências negras na televisão.
No cinema destacou-se no filme francês Orfeu Negro (1959), vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro e em várias produções estrangeiras rodadas no Brasil, como Samba (1965), Gabriela, Cravo e Canela (1983), Feitiço do Rio (1984) e O Picapau Amarelo (1973). Morreu em 2002, aos 77 anos de idade.
Lucélia Santos é atriz, famosa por mais de 40 anos de carreira na TV, no teatro e no cinema. Ela despontava nos palcos quando foi convidada para estrelar, na Globo, a novela Escrava Isaura (1976), um dos maiores sucessos da história da televisão brasileira. Na pele da personagem principal, tornou-se celebridade em diversos países, já que trama foi uma das mais exportadas pela emissora..
Ainda na década de 1970, consolidou-se uma das principais atrizes brasileiras, despontando também no cinema. Seguiu na Globo com personagens de destaque em Locomotivas (1977), Água Viva (1980), Guerra dos Sexos (1983), Vereda Tropical (1984) e Sinhá Moça (1986). Na Manchete, fez Carmem (1987). A partir da década de 1990, passou a ser presença rara nas novelas, com passagens pelo SBT e pela Record.
Disponível em : https://natelinha.uol.com.br/famosos/tudo-sobre/lucelia-santos
Com a vinda da corte portuguesa, em 1808, o Brasil passou a ser um aspirante à modernidade. O Rio de Janeiro deixa de ser, então, a capital da colônia e se torna sede do reino de Portugal, passando por uma série de transformações. Esse processo contou com uma testemunha privilegiada, o artista francês Jean-Baptiste Debret, que chegou ao Brasil em 1816, integrando a Missão Artística Francesa.
A Missão, como se sabe, teve um papel fundamental na fundação da Academia Imperial de Belas Artes, que tinha como objetivo difundir o ensino das artes e ofícios no Brasil. Dentre os participantes da Missão, Debret se destaca pela herança que deixou: uma vasta coleção de aquarelas, gravuras e desenhos que retratam o cotidiano do Rio de Janeiro, revelando hábitos, costumes e as relações sociais que caracterizavam a cidade naquela fase de transição da colônia ao império independente. Parte desse legado integrou a exposição "O Rio de Janeiro de Debret", no Centro Cultural dos Correios, na capital carioca, até 3 de maio.
A mostra, reuniu 120 obras originais de Debret, é uma oportunidade de apreciar (e refletir sobre) a visão de um dos grandes pintores viajantes franceses sobre o Rio de Janeiro. As obras expostas pertencem à coleção Castro Maya, que contém mais de 500 aquarelas e desenhos originais, raramente vistos em grandes conjuntos.
"Como esteve no
país entre 1816 e 1831, Debret acompanhou mudanças significativas na cidade,
tanto em seus aspectos materiais como sociais, políticos e culturais, e tudo
isso está, de certa forma, impresso nas imagens", explica a historiadora
Valéria Alves Esteves Lima, professora da Universidade Metodista de Piracicaba
(Unimep), especialista na obra de Debret. Texto de Marta Avancini
Disponível em:
http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252015000200021
Beatriz Lyra vive o papel de Ester na trama. Sua estreia na televisão foi em 1969, atuando em A Ponte dos Suspiros na Rede Globo. Desde então Beatriz atuou em diversas telenovelas, e se destacou em Escrava Isaura, interpretando a doente e solitária Ester, a criadora de Isaura.
É só clicar no link abaixo para ver um pequeno trecho da telenovela
https://drive.google.com/file/d/1VJkcy1iMURPNVH99IP9EnYQVCAnTFm0c/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1Iyp7gJ05-WaHEXqC_-L23A2nLWS1gy20/view?usp=sharing
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| A atriz Ângela Leal interpretou o papel de Carmem. |
https://drive.google.com/file/d/15qh17jdQuolhcQh90jvl7U7jHgUOL0_y/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1GO9vH4t4lv3W7WjItUB3rlNd4CZPvK7Z/view?usp=sharing
Clique para conferir
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