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Pró-Música: uma ideia que deu certo

  Se fosse possível definir o Centro Cultural para a música em um verbo , esse verbo seria realizar. Criado em dezembro de 1971 para promover um concerto mensal de música erudita a instituição sem vínculo com o poder público ou fins lucrativos promoveu em 40 anos ininterruptos mais de 3800 eventos gratuitos para milhões de espectadores. ( do livro Centro Cultural Pró-Música, 40 anos, publicado em 2014 pela UFJF e escrito pelas jornalistas Gilze Bara e Lilian Pacce, e organizado pelo vice-presidente do Pró-Música, Júlio César de Souza Santos.)   Para saber mais detalhes do livro, é só clicar Juiz de Fora,  cidade vanguardista de grande prestígio nas artes especialmente na literatura,   de grande vocação cultural, tornou-se   referência também em música erudita. O Centro Cultural por sua vez ajudou a gestar e apoiou o crescimento de diversas manifestações artísticas abrindo as portas de seu teatro, sua galeria sua escola, projetos culturais de outros grupos ...

O Santo Sudário


 Uma matéria muito interessante publicada na Revista Veja de 04 de abril de 2012, editora Abril da jornalista Adriana Lopes que foi rediagramada para o blog Memorial.


 

“Domingo bem cedo, quando ainda estava escuro, Maria Madalena foi até o túmulo e viu a Pedra removida da entrada do sepulcro. Correu até o lugar onde estavam Pedro e outro discípulo, aquele que Jesus amava e disse: — Levaram o senhor do Sepulcro e não sabemos onde o puseram!  Pedro e outro discípulo foram até o lugar. Corriam juntos,  mas aquele outro discípulo correu mais do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro. E, tendo se inclinado,  viu os lençóis de linhas postos ao chão mas não entrou. Chegou depois Pedro, que o seguia, e entrou  no sepulcro e viu os lençóis de linho postos ao chão e a faixa que tinha um posto em volta da cabeça de Jesus. A faixa não estava junto aos lençóis,  mas enrolada ali ao lado. O outro discípulo que havia chegado primeiro então entrou no sepulcro. Ele viu e creu”

 Evangelho de São João, capítulo 2º, versículos de 1 a 8. Revista Veja  4/04/2012.

 

O corpo do Cristo morto na tumba do século XVI, de  Hans Holbein, exposta no Museu de  Arte de Basel, na Suíça.

 A capela real da catedral de Turim, na Itália  guarda no cofre um manto de linho de quase 4,5 metros de altura e 1,5 metro de largura. Ele está ali há 434 anos. Nele está gravada a imagem espectral de um homem nu. A face tem os olhos cerrados e a boca fechada. No corpo há marcas de açoites e crucificação. Para os crentes, o manto de Turim é a mais valiosa relíquia da cristandade, a peça principal dos lençóis de linho  que no relato do Evangelista São João serviram de mortalha para o corpo de Jesus Cristo no sepulcro.  O Santo sudário. Ninguém discute o valor do sudário de Turim como símbolo de fé, mas sua legitimidade foi posta em dúvidas muitas vezes no passado e,  mais recentemente,  alguns estudos de laboratório parecem fornecer evidências finais de que lençol não passava de uma fabricação feita para enganar os crentes ainda na Idade Média. Caso encerrado? Não.  Thomas de Wesselow,  um historiador de arte inglês, agnóstico e  obcecado reuniu no livro  O SINAL que chega às livrarias brasileiras na próxima semana pela Companhia das Letras,  o resultado do  mais complexo e minucioso trabalho de análise sobre o Santo Sudário. Sua conclusão é  extraordinária.  Se não é possível provar que o manto de Turim é a mortalha do corpo de Cristo, também não existem provas conclusivas que não o seja. Isso significa  que, de  fraude certificada em laboratório,  o Santo sudário acaba de ser reconduzido à condição beatífica de mistério não desvendado, de relíquia sacramentada pela fé que não pode ser desacreditada pela ciência.

Thomas de Wesselow  esmiuçou  como ninguém as análises feitas nas fibras do tecido nas imagens ali gravadas. Para surpresa de quem estava o sudário de   Turim como página virada da cristologia científica, o  inglês apresenta irrefutáveis ponderações de que,  com base nos resultados de mais de 3000 pesquisas,  medições,  comparações de datações laboratoriais feitas até hoje,  a relíquia não pode ser dissociada da cena bíblica narrada por São João Evangelista. Na condição de mistério,  aquele lençol foi no decorrer dos milênios,  a fagulha que ajudou a propagação da fé cristã. O culto do Santo Sudário ajudou o cristianismo esperar sua condição de seita minoritária confinada aos  rincões do Império Romano para se transformar a maior religião do planeta. Diz  Wesselow : “já para os apóstolos, o sudário foi   tomado como prova da ressurreição de Cristo e disso deriva sua  extraordinária força de convencimento”

 


Evidências científicas que reabrem o mistério

A imagem do corpo

  O desenho do corpo no manto é decorrente de um processo de oxidação e desidratação das fibras. No fim da década de 70,  os pesquisadores do Projeto de Pesquisa sobre  o Sudário deTurim (STURP na sigla em inglês) submeteram fios do sudário a análises microscópicas e à ação de potentes antioxidantes entre eles a diimida. A oxidação e desidratação também estão presentes nas fibras do restante do linho,  mas de forma mais uniforme e bem menos intensa.

 


 Ainda  no STURP,  o Santo Sudário foi submetido à  análise de um computador utilizado pela agência espacial Americana ( NASA) em missões para fotografar o relevo do planeta Marte, o VP- 8. A técnica revelou uma imagem tridimensional .

 


O lençol possui vários tons de marrom e amarelo. Segundo os historiadores,  tal variação cromática  é uma característica do processo de fiação e alvejamento dos linhos utilizados na antiguidade. A trama do Manto  é conhecida  como “espinha de peixe”,  típica das mortalhas romanas. Nela, os fios se entrelaçam em ziguezague.

Marcas de açoites

As marcas dos ferimentos lembram pequenos halteres e, segundo os estudiosos, são típicas da flagelação praticada pelos romanos em casos de punição severa. O instrumento de castigo era o flagrum, um chicote com ossos de articulações de carneiro ou chumbinhos em cada uma das três pontas, Pela leis romanas as penas mais pesadas previam quarenta açoites.

 


 Pólen

Em 2001, a análise feita na Universidade de Bonn, na Alemanha ratificou que os resquícios de pólen nos fios do manto somam 58 espécies de plantas— 41 delas do Oriente Médio, a maioria de Jerusalém, e o restante da França e da Itália. Uma delas conhecida como “espinho-de –Cristo”, a Paliurus spina-christimil, é aquela com a qual se acredita ter sido confeccionada a coroa de espinhos de Cristo

 

Manchas de sangue

Pesquisadores do STURP ( Centro de Estudos de Pesquisa do manto de Turim) demonstraram por meio de uma dezena de exames laboratoriais, que as manchas vermelhas são de sangue. Elas  contém ferro, proteínas, bilirrubina e albumina, entre outras substâncias contidas no sangue humano.

Ferimentos no peito

Entre  quarta e quinta costelas direitas há uma grande mancha avermelhada. Oval, com 7 centímetros de diâmetro, ela tem a forma e a medida correspondente às pontas das lanças romanas. A marca também remete à passagem bíblica em que os soldados romanos perfuraram o corpo de Jesus antes de descê-lo da cruz.

Imagem em negativo

https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2023-02/santo-sudario-arquidiocese-turim-projeto-cross-media.html

Em 1898, o advogado italiano Secondo Pia fotografou o Santo Sudário. Ele fez duas chapas de 50 centímetros por 60 centímetros cada uma. Durante a revelação, Pia notou que a figura marcada no manto é um negativo de uma imagem real.

 Linhas

As duas linhas paralelas com marcas de queimaduras foram feitas em um incêndio no século XVI. os sinais são simétricos porque durante o acidente, o pano estava dobrado.


Os argumentos reunidos por Wesselow põem para escanteio todos os desmentidos científicos do passado— até que no futuro,  surjam metros ainda mais precisos que sejam capazes de desacreditá-lo. A palavra final,  por ora é dele. “Os céticos têm tido uma postura preconceituosa em relação à relíquia mais valiosas do mundo” disse  Wesselow  a  VEJA. Em 1988,  o desinteresse  se abateu sobre a comunidade científica. Com aval do papa João Paulo II,  especialistas da universidade de Oxford na Inglaterra,  Zurique na Suíça e do Arizona, nos Estados Unidos tiveram acesso a retalho do pano. Ao submeter o tecido ao teste do carbono 14,  usado na arqueologia para datar fósseis,  chegaram à conclusão de que o sudário foi criado entre 1260 e 1390,  sendo portanto,  da Idade Média. Para a ciência foi devastador. Afinal,  uma década antes,  40 pesquisadores americanos pertencentes ao Projeto de Pesquisa do Sudário de Turim  ( ou STURP, na sigla em inglês) ,  o maior grupo de especialistas que já teve acesso ao manto, haviam descoberto evidências científicas aparentemente irrefutáveis,  indicando a autenticidade do pano. Entre elas,  a de que as manchas vermelhas eram de sangue humano. O teste do  carbono 14 confinou o lençol ao universo da teologia. Wesselow tirou desse canto adormecido com um magistral trabalho de  recuperação histórica,  ao iluminar as teses que apontam para a veracidade da relíquia.

Obra do pintor Rubens sobre a retirada de Jesus da cruz do século XVII
 

 A principal delas: em 2000, um novo estudo pôs em xeque a precisão do carbono 14. Durante o Congresso Mundial sobre o sudário,  realizado na cidade italiana de Orvieto,  o  casal de americanos John Marino, teólogo,  e  Sue  Benford apresentou uma posição demolidora: os pedaços  de tecido analisados no teste do carbono 14 não era originais.  Com base em fotos das amostras do carbono 14,  eles concluíram que o pano na verdade fora remendado com um  recurso chamado de “costura invisível”,  método de origem francesa em que a restauração dos fios é praticamente imperceptível. A constatação conhecida como hipótese “Marino-Benford” é atualmente a mais aceita.  Associada a ela,  tem-se a certeza química de que a oxidação dos fios ocorre sobretudo nos pontos do tecido que tocaram no corpo. A igreja,  mesmo ante essas evidências que reabriram o mistério do linho, sempre se manteve calada. “Jamais fomos procurados por uma só autoridade eclesiástica,  nem do Vaticano nem de Turim” disse a VEJA o teólogo Marino.

Marino e sua esposa Sue Benford que muito contribuíram nas investigações sobre o Manto de Linho

 

 E se o Santo Sudário for mesmo lençol cobriu o corpo de Jesus? É a senha para que o manto sagrado continue exercendo sua força de aglutinação em toda a ideia de um Cristo histórico,  o filho de Deus que se fez homem e habitou entre nós,  algo de crucial importância para o cristianismo— e também seu ponto fraco,  pois,  afora os relatos de Flávio Josefo , historiador  judeu do século I,  ninguém dá notícia da existência do carpinteiro de Nazaré que morreria na Cruz.   Desse modo,  qualquer relíquia que não seja uma fraude certificada é de grande valia. No entanto,  a Igreja sempre foi reticente ao manto de Turim —e muito provavelmente nunca se manifestará de outra forma. Raras vezes a Santa Sé declara oficialmente sua postura em relação a objetos,  aparições e milagres venerados pelos fiéis e passíveis de comprovação científica. Tome-se como exemplo o caso de Nossa Senhora de Fátima, a virgem que teria Aparecido a três crianças no início do século XX,  em Portugal.  A Santa Sé não decretou reconhecimento das aparições da virgem.

 Não é diferente em relação ao Santo Sudário. O Vaticano não alardeia  os achados científicos pró- sudário. Prefere tratá-lo como lembrança divina, não mais que isso, mesmo que ele possa conduzir a um personagem histórico,  de carne osso, açoitado e morto na cruz. Os papas João Paulo II e Bento XVI já apareceram em ato de veneração ao manto,  uma prática religiosa na qual se reverenciam a imagem pelo fato dela lembrar Deus.

Iluminura de Guilio Clovio do século XVI, sobre  o Santo Sudário.
 

 “Para a igreja o sudário ser verdadeiro ou falso é um problema da ciência não da fé.” Diz o padre  Juarez de Castro,  da arquidiocese de São Paulo. Há coerência nesse raciocínio. Imaginemos o impacto desastroso para o cristianismo de ter seu principal dogma atrelado a uma comprovação ou  invalidação científica.  Dogma, como a própria palavra de origem grega define, é “ decisão”. Dogma não se discute.  Em seu discurso de 1998,  diante  do manto exposto na catedral de Turim,  João Paulo  II  elaborou um dos textos mais comoventes sobre o linho sagrado: “ o sudário é provocação à inteligência... A Igreja não tem competência específica para se pronunciar sobre essas questões. Ela confia aos cientistas a tarefa de continuar a indagar para chegar a encontrar respostas adequadas... O que sobretudo conta para o crente é o fato de o sudário ser espelho do Evangelho”

Mais que espelho,  Wesserlow associa o  sudário ao crescimento do cristianismo em seus primórdios,  outro ponto nevrálgico do seu livro.  Segundo ele,  o lençol é a verdadeira razão pelo qual o cristianismo deixou de ser um movimento de um pequeno grupo para crescer exponencialmente hoje com 2,3 bilhões de seguidores.  O sudário  teria sido entendido lá no início,  pelos apóstolos,  como o indício da  ressurreição de Cristo, daí a sua força deflagradora de paixões.  A crença na ressureição de Jesus Cristo é o sustentáculo da fé cristã. Eis o significado do Domingo de Páscoa ;”Se  o Cristo não ressuscitou,  a nossa pregação e nossa fé são em vão” escreveu o apóstolo Paulo,  o grande disseminador da palavra de Cristo,  em suas cartas aos Coríntios na Bíblia.

Para Wesselow, a surpresa dos discípulos  ao ver Maria Madalena ao entrar no sepulcro fora, na verdade,  unicamente com os lençóis jogados no chão,  em especial com o pano que trazia a imagem do corpo de Jesus. O assombro com a visão do manto fora tamanho que o fato do corpo de Jesus estar ou não  no túmulo é um mero detalhe.  O autor ainda afirma que foi o  sudário e  não Jesus Cristo ressuscitado,  que apareceu para seus seguidores nas passagens bíblicas da ressurreição.  Uma das cenas mais famosas é o encontro entre Jesus e o apóstolo São Tomé. Os outros  discípulos avisam Tomé sobre a ressurreição,  mas ele não acredita:” Se eu não ver o sinal dos pregos nas mãos dele não tocar aqui com o meu dedo e também se eu não puser a minha mão ao lado no lado dele, não vou crer”. Uma semana depois,  Jesus apareceu ao incrédulo e diz: “Veja minhas mãos e ponha seu dedo nelas. Estenda a mão,  pare de duvidar e creia “.

A pintura de Rembrandt "A Descida da Cruz" é uma obra-prima da arte barroca que retrata a cena bíblica da crucificação de Jesus. A obra foi criada em 1634 e mede 90 x 65 cm. Uma das características mais interessantes desta pintura é o uso magistral do claro-escuro, técnica que Rembrandt domina perfeitamente

Tomé, segundo  o historiador inglês,  não esteve de onde o corpo de Jesus  ressurrecto, como creem os  cristão, mas das manchas vermelhas estampadas no linho de Turim.” A ilação de de Wesselow  é inteligente bastante curiosa sobre o dogma da ressurreição”  afirma o teólogo Afonso Soares da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC SP). Tal concepção inspirada no animismo,  doutrina comum na idade Antiga,  segundo a qual todas as coisas,  sejam elas,  animais,  vegetais ou minerais,  possuem  uma alma.”O  sudário explica racionalmente a crença na ressurreição” diz Wesselow. A visão tradicional cristã sobre dogma começou a ser debatida no século XVIII com o Iluminismo. Uma das mais célebres interpretações é do filósofo alemão Hermann Samuel  Reimarus ( 1694 -1768).

 A ressurreição intuiu  Reimarus,   nada mais foi do que o sumiço dado pelos apóstolos ao corpo de Jesus de modo a que eles retomassem a pregação do filho de Deus.  Essas  descobertas científicas e agora o livro de Wesselow,  cabe insistir nessa tecla,  têm o dom de fazer renascer o mágico interesse pelo longo pedaço de pano amarelado desde sempre causou espanto aos que dele se aproximaram. Na Idade Antiga  e na Idade Média em especial,  foi inegável o papel do sudário na arregimentação  de  fiéis “Até o século XVI,  a tradição religiosa era passada sobretudo oral iconograficamente” diz o teólogo José Lino Currás Nieto. “As cópias do Evangelhoeram manuscritas e poucos tinham acesso ao livro”. A cada vez que era exposto,  o manto atraía multidões. Até hoje, as raríssimas exposições do sudário em Turim ( a mais recente foi em 2010)  reúnem em média 3 milhões de visitantes em  apenas um mês.

 A inquietude provocado pelo sudário é ainda mais desconcertante pela enorme semelhança com as discussões bíblicas. As marcas de tortura,  dos açoites e do sofrimento estão todas em detalhes no  linho de Turim. “Ver o sudário, pessoalmente é uma experiência avassaladora e hipnótica” diz Paulino Brancato Júnior,  o presidente da Associação Brasileira de Estudos do Santo Sudário,  que viu o pano de perto por quatro vezes. O trabalho de Wesselow,  apontando para veracidade  do Sudário, representa  sua ressurreição e um fascinante aceno  ao Jesus histórico, avidamente procurado ao longo dos  séculos por quem nele crê ou não. “Se o Sudário se revelar  algum dia definitivamente verdadeiro,  para os crentes não deverá fazer tanta diferença”  admitiu  a  VEJA  Gian Maria Zaccone,  diretor científico do Museu do Sudário  em Turim.” Entre os não –católicos,  poderá resultar em novas conversões.” Basta  lembrar que muitos dos  cientistas agnósticos se debruçaram  no  tecido e tendo descoberto sinais de comprovação do sudário, acabaram  por se  converter  ao Cristianismo.

Na tela O incrédulo São Tomé, do século XVII, do pintor italiano Caravaggio, é retratada uma imagem forte da ressureição.

 

O tema foi levado ao cinema numa produção de 1953, com o título em português de O Manto Sagrado, estrelado por Richard Burton, Jean Simmons e Victor Mature, com direção de Henry Koster. Era exibido na Sexta-feira Santa, de tarde,  na televisão por décadas. Foi o primeiro filme em Cinemascope e ganhou dois Oscars.

Trecho do filme O manto Sagrado que era exibido com frequência na Semana Santa

Linha do tempo

























Para saber mais é só clicar no link:

https://www.ofielcatolico.com.br/2005/05/o-sudario-de-turim-conclusao.html


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