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Não gostei desse nome Dalvinha
Assim me contaram: A rua em festa. A fala era uma só: nasceu neném na casa do Sr. Rezende. Dona Alaíde deu à luz e é uma menina. Linda. Cor de rosa, olhos azulados, cabelo ruivo dourado. Era a caçula, na verdade a raspinha do tacho, depois de 12 anos, vem mais esta. Na casa já existiam: Décio, Maria Aparecida, Geraldo. E a temporona? Como irá se chamar? Alguém disse – Eci, nome da professora. Mas havia outro nome escolhido por dona Alaíde. O coro intenso dos filhos fez com que ficasse conhecida por Eci.
Senhor Rezende, calado, sisudo, foi no cartório de registro, trouxe a certidão e guardou.
A menina crescia em graça, saúde e beleza, envolta em filó, babados, rendas e fitinhas. Era
Eci pra lá
Eci pra cá.
Os anos passando e já com dois anos e meio, foi levada à igreja para ser batizada.
Na hora do batismo, o padre perguntou o nome da criança e todos disseram Eci. Sr. Rezende, então, apresentou a certidão ao padre, que, ao ler, disse que o nome da criança era Déa. Todos ficaram surpresos, a Eci que falavam, chamavam e conheciam, na realidade se chamava Déa. Dona Alaíde chorou, riu e reclamou: como trocar o nome agora?
Vai discutir? Só quem conheceu Sr. Rezende é que sabe falar!
Mal sabia ela que no futuro seria a Deusca de um tcheco que por ela se encantou.
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Comentários

Eu adorei esse texto
ResponderExcluirEu também. Muito engraçado quando este assunto era comentado. É só rir e achar graça mesmo.
ExcluirMuito legal!
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