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Pró-Música: uma ideia que deu certo

  Se fosse possível definir o Centro Cultural para a música em um verbo , esse verbo seria realizar. Criado em dezembro de 1971 para promover um concerto mensal de música erudita a instituição sem vínculo com o poder público ou fins lucrativos promoveu em 40 anos ininterruptos mais de 3800 eventos gratuitos para milhões de espectadores. ( do livro Centro Cultural Pró-Música, 40 anos, publicado em 2014 pela UFJF e escrito pelas jornalistas Gilze Bara e Lilian Pacce, e organizado pelo vice-presidente do Pró-Música, Júlio César de Souza Santos.)   Para saber mais detalhes do livro, é só clicar Juiz de Fora,  cidade vanguardista de grande prestígio nas artes especialmente na literatura,   de grande vocação cultural, tornou-se   referência também em música erudita. O Centro Cultural por sua vez ajudou a gestar e apoiou o crescimento de diversas manifestações artísticas abrindo as portas de seu teatro, sua galeria sua escola, projetos culturais de outros grupos ...

O Anjo

 


 O anjo

Lya Luft

O homem estava pegando as chaves do carro ( a mulher já tinha saído para levar as crianças à escola quando tocaram a campainha.

Vagamente irritado, pois já se  atrasara bastante, ele abre a porta:

— Sim?

 O rapaz alto estranho, andrógino, belo e feio, alto e baixo, negro e louro,  faz um sinalzinho  dobrando   o indicador :

—Vim buscar você.

 Não era preciso explicar, o homem entendeu na hora: o Anjo da Morte estava ali, e não havia como escapar. Mas,

acostumado  a negociações, mesmo perturbado ele rapidamente pensou que era cedo, cedo demais, e tentou argumentar :

—Mas, como, o quê? Agora,  assim sem aviso sem nada? Nem um  prazo decente?

 O anjo sorri, um sorriso bondoso e perverso, suspira e diz :

—Mas ninguém tem a originalidade de me receber com simpatia neste mundo,  ninguém nunca está preparado? ? Está certo que você só tem 40 anos, mas mesmo os  de 80 se recusam...

 O homem agarrou mais firme a chave do carro,  que afinal encontrara no bolso do paletó e  insistiu:

— Vem cá,  me dá uma chance.

 

O Anjo teve pena, aquele grandalhão estava realmente apavorado a os humanos... Então teve um acesso de bondade e concedeu:

— Tudo bem. Eu te dou uma chance, se você me der três boas razões  para não vir comigo desta vez.(Passava um brilho malicioso nos olhos azuis e negros daquele Anjo?) o homem aproximou-se Claro ele sabia que ia dar certo sempre foram um bom

negociador mas quando abrir a boca para começar a sua Ladainha de ações muito mais que 3

assim o anjo ergueu um dedo imperioso espera aí 3 boas razões mas não vale dizer que os seus

negócios precisam ser organizados sua família não está garantida sua mulher nem sabe assinar

cheques seus filhos nada sabem da realidade o que interessa é você você mesmo porque

valeria a pena ainda te deixar por aqui algum tempo?

 

 

 

 

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